sábado, 24 de abril de 2010

Solidão: Uma Via De Mão-Dupla


Solidão: Uma Via De Mão-Dupla

Precisamos de vínculos reais, relações significativas; amigos, amores, família, conhecidos, animais; compreensão, carinho, desafio e etc. Entretanto também é certo que exista um sensato grau de solidão. Ela é parte indissociável da vida. A questão então é compreender e aceitar essa “solidão inerente”, aprender a conviver com ela, transformar seu sentido cruel em encanto, para poder senti-la como uma experiência importante, vital e única.


A solidão envolve graus psicológicos, isso é óbvio. Uma pessoa pode estar na multidão e sentir-se só, se assim ela pensar, acreditar. Há pessoas que gostam de estar sozinhas, preferem até ser solitárias – não digo nos casos de escapismo – e não há solidão em seu peito, pelo contrário, são muito felizes e se sentem em paz. Você deve ter percebido que a idéia de solidão também é algo criado pela mente, de como você a entende. O que é para uns não é para outros e vice-versa. Lembre-se de que o foco é como o homem entende a solidão, sendo que a solidão criada por ele é relativa.

Se a solidão é criada pela mente, para suprir a necessidade dessa criação, ela precisa de uma outra. Geralmente, a solução é procurar alguém para se relacionar. Isto se torna um ciclo vicioso, visto que é baseado em uma ilusão.

Perceba que descrevo a solidão como sendo também criada pela mente humana, mas por quê? Porque a solidão pode ser tanto ilusória como real. Apesar de o homem determiná-la de forma ilusória, ela é ao mesmo tempo real, fora da criação da mente. Portanto, faz parte da natureza do homem de forma aparente e realista.

No entanto, como entender que ela é ilusória e real? Da seguinte forma: você nasce acompanhado de sua mãe e médicos, mas quem nasce realmente é só você; você convive com outras pessoas ao seu redor, mas isso não tira o fato de que você está só, e a prova disso é que ao morrer, só você morre, a morte é a prova final do desapego de tudo, é admitir a individualidade, é expor que você é único e sempre foi sozinho.

Jung, um dos maiores psiquiatras e criador da psicologia analítica, vê a morte como parte do processo de individuação, através do qual cada ser tem de trilhar um caminho para realizar o sentido da sua existência. Através desse processo, o indivíduo identifica-se menos com as condutas e valores encorajados pelo meio no qual se encontra, pelo externo, pelos outros, e mais com as orientações emanadas do Si-mesmo. É o estado de solidão. O morrer, na verdade, é a representação do desapego total aos interesses do eu.

A morte não é algo separado da vida, não é o seu oposto, ela acontece em vida, é a sua conclusão, não algo fora do processo. A morte mostra que até o seu corpo físico não é seu, pois vai ficar e se decompor na natureza. A idéia que você cultivou de que não está sozinho é uma ilusão, você é um ser individual, está “dividido”, isso é fato!

Lembre-se que é você com você mesmo e acabou. Sempre foi! As pessoas são passageiras, mas você não, você é o único que está com você o tempo todo. Digo o você interior, o seu Ser.

Osho, graduado em filosofia e um dos homens mais conhecidos e provocativos do século XX, afirma que é necessário estar só e que “só se está realmente vivo quando tornamo-nos capazes disso, quando não mais existe dependência em relação a ninguém, a nenhuma situação, a nenhuma condição. E por ser tua, podes permanecer nela de manhã, à tarde e à noite, na mocidade e na velhice, na saúde e na doença”.

Estar só é um fenômeno interno e não externo, não se esqueça disso. Você não elimina a solidão com algo externo, com pessoas, pois uma jornada interior é uma jornada em direção a solidão absoluta. Não tens como levar alguém contigo neste encontro interior. É impossível compartilhar o teu centro, o seu Ser, com quem quer que seja, nem com o seu amado ou amada, nem com seu irmão ou com seus pais. Está é a natureza humana e não há o que possa ser feito para mudá-la. No momento em que você se volta para o seu interior, quebram-se todas as comunicações com o mundo externo. Na verdade, o mundo todo desaparece.

É por isso que os místicos dizem que esse mundo é um “maya”, é algo ilusório. Não que o mundo não exista, mas para quem medita, como os Budas, para quem entra em “transe” em meditações profundas, é quase como se o mundo externo não mais existisse. Essas meditações, que podem acontecer em templos ou no dia-a-dia, te levam para a não-existência.

Experiências com Budistas em meditação mostram que, no ápice da jornada meditativa, ocorre redução drástica de seu campo de orientação. A suposição é que essa região cerebral se faz temporariamente “cega” para os dados provenientes dos sentidos – o que explicaria sua sensação de ligação indissolúvel à totalidade da Criação. Mais uma vez, no entanto, o resultado da experiência nada diz acerca do conteúdo de verdade da crença ou de certos dogmas de diferentes religiões.

Veja que o estado de solidão é algo tão real e é uma situação tão natural que não tem como fugir, na verdade não há necessidade. Pelo contrário, quando você se reserva por algum tempo, aceitando a idéia de que você está só – seja em uma montanha, em sua casa ou meditando – você melhora seu corpo e sua mente, os benefícios já aparecem. No entanto, em um primeiro momento, vem o medo do vazio e você tenta afastar esse vazio de dentro de si, você procura fugir da solidão. Mas a solidão só é um vazio porque você quer esquecê-la e fazer isso é ir contra a sua natureza, por isso ocorre o conflito. Não precisa temer a solidão, pois isso é só um mal-entendido que nos deixa estranhos a nós mesmos.

Perceba que o vazio ou a solidão mal compreendida aparece quando as pessoas perdem aquilo que amam, aquilo que colocam como o sentido da sua vida. Se colocar algo externo como o sentido de sua vida, esse algo pode sumir e a solidão mal compreendida pode lhe abater. Pois aquilo que era importante e que te preenchia se foi. Você perde o referencial e tudo perde o sentido. Daí, surgem as crises.

A cura para o vazio é dar sentido a existência, e não banir a solidão. Dar sentido a existência é reconhecer que é necessário buscar a presença que nunca se faz ausente. Não é possível relacionar essa presença com coisas ou pessoas, já que as coisas podem ser perdidas, roubadas, destruídas… e as pessoas podem abandonar, rejeitar, trair… A Presença que nunca se faz ausente é você mesmo.

Não seja extremista, não pense que estou falando para se tornar um egoísta. Estou tentando mostrar-lhe que é imprescindível se tornar um indivíduo. Você precisa ter amor-próprio, mas não se tornar um narcisista. O amor-próprio se torna narcisista se não for além, se ficar condicionado a si mesmo. Mas quando esse amor se expande, se torna o começo de todos os amores, aí sim, têm-se amor sólido e verdadeiro. Sabe por quê? Porque você só pode dar aquilo que é seu, não há outra maneira. Você não pode ser intermediário, um meio por onde o amor passa e se transfere para os outros.

Então não faça da solidão uma privação circunstancial que deve ser combatida. Aprenda a viver bem com a sua companhia. Essa solidão “ruim” se associa a sensações de isolamento e vazio. Ela costuma esconder frustrações de relações passadas, dificuldades de relacionamento e etc, mas como eu disse anteriormente: estar só é um fenômeno interno e não externo. É como você ver as coisas. Veja além do que elas aparentam ser.

Aprecie a solidão como uma coisa boa. Para os existencialistas franceses, a descoberta da solidão é uma experiência necessária e libertadora. Para a psicanálise, a solidão “boa” é um estado de saúde interna, de integração psíquica e de silêncio. Já para a psicologia analítica cada ser tem de trilhar um caminho para realizar o sentido da sua existência. Como pode perceber, existe vários conceitos a respeito e que demonstram o lado positivo que a solidão oferece. Só depende de você.

Marcelo Vinicius

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Mesmo Que Seja Difícil... Não Desista


Mesmo Que Seja Difícil... Não Desista

Muitas pessoas conseguiram enorme inspiração, segundo o autor, ao lerem este poema chamado "Não desista" de Hanna, Paul, em "Você pode!", São Paulo, Editora Fundamento, 2004.

Não Desista!

"Quando algo vai mal, e isso acontece na vida,
quando a estrada a percorrer parece enorme subida,
quando o dinheiro é pouco e a dívida aumenta, e você
quer sorrir, mas não pode, e se lamenta
quando a ansiedade o faz um autista
descanse um pouco, mas não desista.

A vida corre estranha, ora embaixo, ora no alto,
como todos, aprendemos a cada sobressalto,
e muitos daqueles que se deixam derrotar
seriam vencedores se aprendessem a lutar.
Não desista, mesmo andando sem nenhuma rapidez,
talvez obtenha sucesso se apenas tentar outra vez.

O objetivo pode estar perto, mas distante
do homem sem coragem e hesitante;
há lutadores que desistem antes da luta
e nunca sabem se venceriam a disputa;
e só quando é tarde e nada mais podem fazer,
descobrem o quanto estavam perto de vencer.

O sucesso é o fracasso às avessas,
a cor escura de incertezas pregressas,
a certeza de estar próximo é algo incerto,
pode parecer longe e, entretanto, estar perto.
Então, nunca desanime, nem com a dor mais imprevista,
e, nos piores momentos, diga a si mesmo: "Não desista!"

Hanna, Paul

Espero que você, também, não desista e não se esqueça:

"Você é muito, muito maior do que o seu corpo ou sua mente, você é um ser maravilhoso, imortal, eterno, cheio de amor e luz. Somos sempre amados e nunca estamos sozinhos!"

Muitos vivem na defensiva, são arrogantes, arredios, superficiais, pois usam de mecanismos de defesa para se protegerem daquelas situações que não lograram superar em sua vida. O uso exagerado dessas defesas, no entanto, transformam-se em uma dependência nociva para a vida emocional, que os impossibilita viver plenamente a realidade e os benefícios do momento presente, pois encobrem a verdade de serem eles mesmos, vivendo presos às amarras do passado.

Entre as defesas mais usadas estão a racionalização, a depressão, a negação, a repressão e a projeção. As defesas, muitas vezes, são usadas inconscientemente e criam comportamentos estereotipados que são úteis quando não se consegue ou não se quer enfrentar as próprias imperfeições.

É necessário, no entanto, aceitar a sua própria condição humana, as próprias deficiências e passar a ser responsável pelas suas próprias atitudes. Aceitar este lado sombrio é uma atitude para o seu autoconhecimento, para a conscientização das suas próprias imperfeições e culpas.

A aceitação da dor e do sofrimento não deve ser encarada como fraqueza e sim como uma forma de encontrar a força para enfrentar e superar esses sentimentos. Devemos nos conscientizar da nossa condição humana e aprendermos a nos libertar da insegurança, da culpa, da ansiedade, das ilusões e da necessidade de sermos perfeitos! É necessário desapegar-se de tudo o que já não serve mais. É preciso não lutar contra o que provocou rancor ou ódio e aceitar tudo o que já foi experimentado e vivido, pois proporcionou aprendizagem.

Crescer é libertar-se e continuar caminhando desapegado dos antigos condicionamentos. Mesmo que não goste da vida que tem, pare de rejeitar-se, de julgar-se e comparar-se. Perdoe os seus erros, aprecie suas conquistas, seja sempre gentil com você mesmo, reconheça e elogie as suas realizações. Aceite que você é essencialmente bom e digno de ser amado. Não se conseguirá evitar o sofrimento recusando-se as mudanças, pois a vida não é estática e estamos em constante transformação... Aceite isto e não tente parar o mundo e ficar paralisado.

Aceitar-se representa uma "atitude" que deverá ser praticada e poderá parecer, em princípio, difícil e "errada". É um processo de mudança de hábitos e requer persistência. Desta maneira surgirão, aos poucos, os sentimentos correspondentes de auto-respeito e estima que o acompanharão, lhe darão força e o libertarão das defesas que o impedem de ser verdadeiramente feliz!

Permita-se procurar ajuda se for necessário... Um terapeuta será o seu treinador neste sentido, será um facilitador para o seu autoconhecimento e um motivador para o processo de conquista de sua verdade interior e cura emocional.

Margarita Baxauli Moscardo é Psicóloga e Psicoterapeuta.



terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Separar... Dói Ou Nos Faz Crescer


Separar... Dói Ou Nos Faz Crescer

Separar é afastar, romper, interromper, fazer cessar... Certamente, alguma vez na sua vida você já passou por alguma dessas situações. Talvez tenha se separado de alguma coisa, de algum lugar ou de alguém...

Quando falamos em separação logo vem à nossa mente separar de um relacionamento amoroso, não é mesmo? Mas não é só isso, embora também seja isso! Existem diversos tipos de separação: afastar-se de um emprego, separar-se por motivo de viagem, interromper um curso, separar-se de um namoro, por um divórcio, enfim...

Uma criança quando nasce se separa bruscamente daquele espaço aconchegante, gostoso e quentinho em que estava dentro da mãe. Uma viagem faz você se separar das pessoas que ama, cortando as raízes do convívio, fazendo você sentir saudade... Hoje ouvi alguém dizer que quando se aposentou sofreu muito com a separação do trabalho. Percebi que isso gerou nela um sentimento de impotência e incapacidade, e quem sabe também de insegurança!

Num relacionamento, quando não dá mais certo, o caminho na maioria das vezes não é outro senão o da separação. Inevitavelmente um dos dois, ou os dois, experimentam a sensação de “rejeição”.

Me lembro como se fosse hoje, quando a minha filha me deu a notícia de que iria morar sozinha... Chocada e com a sensação de perda pensei: Meu Deus! onde foi que eu errei? porque ela quer se separar de mim?

E, quando chegou a vez do meu filho... aos 21 anos, ele me disse: "Mamma, precisamos conversar" De novo... mas com uma sensação diferente, perguntei: "sua namorada está grávida?". Não mamma, pretendo morar sozinho... ufa... que alívio! não por ele ir morar sozinho, mas por saber que não era gravidez naquele momento.

Percebi o quanto eu estava sendo egoísta, na primeira situação com a minha filha, não consegui perceber que essa separação era muito importante para ela. E, quando na vez dele, é fato que doeu, mas aceitei, apoiei, e deixei eles crescerem... entendi que aquilo era ousadia, crescimento... vôo e liberdade! Afinal, a separação era apenas de casa, não de mim!

Não há como fingir que não, mas todos esses motivos são sempre muito doloridos.

A separação gera um sentimento de vazio... e dependendo de cada situação, desenvolve outros sentimentos (como os que citei acima) de perda, rejeição, impotência, incapacidade, desamparo, abandono etc.

Sem compreender isso, muitas vezes a pessoa se fecha, atropela, fantasia coisas que não existem e entra num processo de luto... perdendo o prazer em coisas que antes a interessavam. Sente-se triste, frustrada achando que a vida ficou sem graça!

Esse momento, ao contrário do que parece, é justamente o ponto de partida!


Por que, Então, Nos separamos?

Esta é uma frase sobre a qual todos nós temos que refletir em várias ocasiões durante nossa vida. Em primeiro lugar, tente analisar todos os ângulos possíveis da situação. Isso fará parte do seu crescimento pessoal.

Tudo bem que às vezes nos sentimos fragilizados; não somos infalíveis e super-heróis só existem em gibis. Mas parar por aí... é injusto. Separar não significa "fechar as portas". Separar, às vezes, é preciso!

É preciso criar um vazio para que se possa preenchê-lo com coisas novas... para crescer, experimentar, sonhar, ousar e recomeçar... “re”construir... Recomeçar e reconstruir são as palavras!

Nas obras da nossa vida não precisamos de arquitetos para planejarem por nós. Podemos construir ou reconstruir sozinhos a casa em que vamos morar; devemos construir janelas e não grades. Janelas e portas grandes, espaçosas, para saber que podemos com muitas bagagens entrar e sair de qualquer situação, abraçar a vida com paixão. E, se precisar perder... perder com classe e vencer com ousadia!

Fomos feitos com a capacidade de sair da derrota para a vitória, das perdas para um encontro, da separação a um desejo... O desejo de voar grandes alturas e acima das desilusões. A separação é um convite a uma nova visão da vida. A um novo desafio. Um novo caminho...

Não tenha medo de dar um grande passo quando for necessário. Separar não é finalizar, separar é também experimentar coisas novas, é saber fazer acontecer, mas para isso não é preciso se perder pra saber que uma separação é só uma questão de aprender a crescer!

Márcia Malvazzo Almeida é Terapeuta Holística



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Acredite Em Si Mesmo


Cena marcante do filme "À Procura da Felicidade"



Acredite Em Si Mesmo

"É caindo que se aprende a andar"

Tomamos conhecimento da existência de outras pessoas não só conhecendo-as pessoalmente, mas também através de suas histórias faladas, escritas ou imaginadas e às vezes até mesmo como produto de ficção, fábula ou exercício de fé. Não importa como suas vidas chegaram até nós e nem mesmo se são reais ou imaginárias, mas o fato é que algumas delas transformam-se em referenciais internos para nós mesmos.

Alguma coisa nelas causou-nos uma profunda impressão e veio ao encontro a valores que apreciamos e, assim, elas se materializaram como nosso ideal. Elas passam a personificar exemplos ou heróis e ficam guardadas dentro de nós com muito cuidado e todo carinho.

Sem dúvida, algumas pessoas realmente se destacam das demais por suas características excepcionais. São aquelas que atingiram a uma compreensão maior da sabedoria e deixaram suas marcas profundas na vida. Elas se tornam especiais através de suas ações, pregações, escritas, filosofias, poesias, artes ou ciências e transmitem ensinamentos tão grandes que às vezes tendo vivido até mesmo há milhares de anos continuam sempre atuais. São fontes inspiradoras para o crescimento de todos.

Essa admiração por elas é extremamente boa, positiva e motivadora desde que se saiba aprender com elas sem, entretanto, pretender imitá-las ou tornar-se iguais a elas. Não há nenhum benefício em se transformar apenas em uma cópia ou sombra sem luz própria. Isso é renunciar a si mesmo.

Cada um precisa viver a sua própria história individual ao longo de suas experiências no caminhar da vida e para isso tem que andar com as suas próprias pernas. Observar os sinais e trilhas dos outros passantes e aprender com eles é sábio, mas sempre continuando sobre os próprios passos. Se alguém escolhe pisar apenas nas pegadas de quem vai adiante nunca fará o seu próprio percurso e jamais seguirá em frente.

Uma pessoa não pode jamais se tornar dependente de ninguém ou alguma coisa, seja um amigo, um parente, um conselheiro, um terapeuta, um amante, um grupo, um guru, uma crença ou uma instituição qualquer, porque aí será o seu fim como indivíduo.

Uma criança aprende a andar com segurança é caindo. A cada queda ela aprende onde não deve pisar mais para não cair novamente. É só caindo que ela se torna segura! Se alguém estiver todo o tempo segurando-a e guiando-a ela nunca irá ter segurança em si mesma.

A individualidade e o livre arbítrio são talvez os maiores presentes da criação. Eles nivelam todos nós numa absoluta igualdade de condições e proporcionam a cada ser humano a liberdade de traçar o seu próprio destino. Ninguém, por nenhum motivo, deve abrir mão desses presentes.

Assim, é preciso compreender que aqueles a quem você admira são pessoas tão humanas quanto você. Essa é uma atitude inspiradora e fortalecedora para o seu próprio crescimento.

Certamente que o seu herói ou o seu santo tem ou teve também tantas dificuldades, medos, dúvidas e lutas internas quanto você mesmo. Para atingir o nível que chegou seguramente passou ou passa por isso, porque ninguém cresce sem enfrentar as suas próprias limitações.

Por outro lado, a fonte de energia interna que eles dispõem para vencer é exatamente igual a sua. O que diferencia é a forma de usar essa energia e é neste aspecto que alguém pode ser um grande referencial para o seu aprendizado.

Não copiá-lo como ele é, mas aprender com ele como usar melhor o seu potencial o qual é tão grande e poderoso quanto o dele.

Na vida há continuamente exemplos que mostram essas diferenças e os seus efeitos. Diante de uma mesma dificuldade capaz de causar um grande medo, duas pessoas podem ter reações e comportamentos diferentes, às vezes até mesmo opostos.

À frente de um mesmo perigo uma se torna estática pelo medo e se deixa abater, enquanto outra usa essa mesma energia como motivadora para buscar uma solução. Ambas são absolutamente iguais em termos de energia, mas fazem usos diferentes dela e chegam a resultados opostos. O herói tem tanto medo quanto o covarde e o que os diferencia é a atitude de cada um diante do medo.

Até mesmo aqueles a quem são atribuídos dons divinos passam por esse mesmo processo interno de trabalho e a sua maior virtude está na profundidade que se conhecem e na persistência em se trabalhar continuamente, sem esmorecimento.

A energia divina deles não vem de fora, ela está sempre dentro. A forma como a usam é que a torna divina aos nossos olhos pelos seus efeitos engrandecedores e benéficos. Reconhecer que essas pessoas têm falhas e dificuldades na mesma medida que qualquer um de nós não as diminui em nada, pelo contrário, tornam-nas muito maiores, porque conseguiram vencer a si mesmas e atingiram a sabedoria.

O grande exemplo delas está exatamente em, mesmo não sendo perfeitas, elas vencem. Afinal, qual seria o exemplo e a importância para os seres humanos de alguém que fosse divino, perfeito e viesse ao mundo pronto e sem falhas? Nenhum, nada!

Verdadeiramente divino é aquele que não sendo tão perfeito usa o próprio esforço, vence as barreiras interiores e consegue crescer. Todas aquelas grandes pessoas que passaram pela terra foram exatamente assim, sem exceção.

Portanto, acredite em si mesmo. Você é tão bom, tão capaz e tão preenchido por uma energia divina quanto às pessoas que você admira. Não há nenhuma diferença!

Saiba aprender com os bons exemplos e principalmente com as pessoas que você considera especiais, mas acima de tudo acredite sempre em si mesmo, jamais se torne um dependente.

William Rezende Araújo



sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Por que Eu não Sou Feliz


Por que Eu não Sou Feliz

Primeiro, devemos entender o significado da palavra feliz. Muitas pessoas acham que ser feliz é entrar no universo daquilo que foi pré-estabelecido pela sociedade dominante. No Brasil, parece que é alcançar um posto profissional invejável, ter um carro do ano que desperte admiração, se vestir com roupas aceitas pelas regras de um determinado grupo que a pessoa frequente, ir a lugares caros onde será visto e reconhecido por amigos comuns, viajar a locais da moda, e mais uma vasta quantidade de pré-quesitos sociais de sucesso e aparência para se sentir aceito e aprovado. Que tormento!

Já atendi muita gente que cumpriu essa extensa lista de afazeres e continua infeliz. O dinheiro nos traz comodidades, mas se for o objeto de nosso desejo, trará servidão e medo, basta visitar as manchetes dos jornais nos últimos meses. A pessoa que passa boa parte do seu tempo tomando conta da “bolsa”, do “dólar”, da “onça”, pensa que está vivendo, até infartar ou se matar.

Estou falando de bem-estar interno. De se gostar e se aceitar plenamente antes de se aventurar às mudanças de vida. Não para perseguir um sonho que é mais uma satisfação social do que uma agradável jornada. Não é para fazer feliz papai, mamãe, amigo, etc. É para se sentir feliz com você.

Nossa história pessoal é apenas parte de nós. Quando nos olhamos num espelho, temos que transcender a nossa porta de apresentação pessoal (aparência, currículo etc). Somos maiores do que isso, basta não permitir o EGO tomar conta de tudo. Ele faz com que nos vejamos limitados, medíocres, presos. Não é preciso desconstruí-lo, pois ele também é importante para a devida auto-avaliação. Não se pode é dar poder a ele. É como se numa empresa de grande porte, chamassem o faxineiro para decidir sobre os rumos da instituição. Cada um faz bem o que se propõe fazer. O EGO é um subalterno numa macroestrutura que devemos entregar para quem entende. Se formos deixar para ele as nossas grandes decisões, estaremos fadados não só ao insucesso como as más escolhas. O grande diretor presidente de nossa estrutura é o nosso EU SUPERIOR que está “ali” pertinho de DEUS. Quando não temos direção, o melhor a fazer é parar, esvaziar a cabeça e submeter a apreciação d´ELE.

A pergunta é: o que eu estou repetindo que ainda não entendi o porquê? Quando começou o que eu estou insistindo em fazer e para que propósito, o que está me ensinando? Uma vez aprendida a lição extraída dessas perguntas, a vida tratará, espontaneamente, de trazer as soluções.

Somos seres duais, vivendo experiências que precisam ser aprendidas. Não é necessário ficar julgando se fez ou não o que deveria, pois o que foi feito era o possível na hora. Livre-se da culpa, pois além de engessar, não traz nada de inteligente em nossa vida. Pare de perseguir modelos que não são seus. Você é único, portanto fará do seu jeito. Deixe as emoções fluírem, pois elas represadas quando saem, são perigosas. Não fique preocupado com o que os outros pensarão de você, pois não viemos aqui para sermos avaliados por ninguém, isso é outra cilada.

Ser livre é ter certeza que a sua vida está sendo dirigida pelo melhor pra você. É poder ver o que aconteceu de trágico ou de bom e dali extrair o que podemos aprender sobre isso. Nenhum acontecimento é em vão. Tudo está encadeado como numa trama de novela que dará um resultado. Tenha paciência e não queira ver logo o último capítulo. Não fique pensando que nada tem solução, isso é a sua voz interna (arquétipo) que está ali para te boicotar. Quando ela aparecer, converse com ela e faça algumas perguntas tais como o que ela quer dizer com aquilo, de onde surgiu tal história, o que você precisa saber mais sobre isso, até que essa voz não tenha mais função e se transforme num aliado. Aceite seu lado sombrio ou aquele do qual você não gostaria de expor ou mesmo lembrar. Lembre-se que tudo faz parte do nosso todo e quanto mais você aceitar aquilo que te envergonha, mais rápido se transforma em algo produtivo.

A nossa vida é uma série de acontecimentos que se forem compreendidos (sem julgamento) após os sentimentos externados, podemos construir algo verdadeiro e só nosso, com o nosso jeito e entusiasmo. Não fique preso no seu drama. Ele apenas serviu para te construir. Você é mais do que sua história. Aceite a sua grandeza. Isso sim é ser feliz!

Vera Ghimel

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

As Relações Afetivas e a Intimidade


As Relações Afetivas e a Intimidade

O que é ser íntimo de alguém? Temos pessoas com quem convivemos todo o tempo, colegas de trabalho ou mesmo familiares, que pouco sabem de nossas angústias, medos, desejos e alegrias.

Intimidade é diferente de convivência, conviver não é sinônimo de ser íntimo, apesar de muitos acreditarem nisso. Também é diferente de mistura, de simbiose. Não é possível ser íntimo de alguém se não houver individualidade. Primeiro ser, para depois compartilhar. Não se compartilha o que não se tem.

Nascemos do aconchego do útero materno, da sensação de segurança que ele nos proporciona. Naturalmente desejamos nos relacionar, somos seres sociais, nascemos carentes de afeto, atenção e aceitação. O ser humano tem uma demanda de amor, busca amar e ser amado todo o tempo. Nascemos e imediatamente precisamos de afeto para nosso processo de crescimento emocional, da mesma forma que precisamos de cuidados para nos desenvolvermos fisicamente. Recebemos da figura materna o amor incondicional, aquele tão buscado em nossa vida: ser amado pelo que somos, o pacote completo.

E o que isso significa? Significa que buscamos em nossas relações, na maioria das vezes de forma inconsciente, essa sensação primária de plenitude e segurança, refletida em maior grau nas relações de intimidade.

Intimidade é a possibilidade de relação mais próxima que implica em confiança. Confiar significa acreditar que seremos aceitos como somos, mas, não apenas pelo outro; para isso é preciso confiarmos em nós mesmos, em nossa capacidade de sermos genuínos, percebendo o que temos para oferecer numa relação tranqüila e prazerosa com o mundo. Contudo, é necessário o sentimento de esperança e fé no bom que existe no humano. Confiança se adquire através das relações e pela forma de relação que se estabelece, é um sentimento delicado e dinâmico, ela é como planta: se não regar morre.

Intimidade também implica em entrega. É uma via de mão dupla, ser íntimo é ser cúmplice, é estar ao lado do outro e não misturado ao outro. Trata-se de uma proposta de relação mais profunda, que implica em envolver-se, doar-se e saber receber o outro, aceitar e aceitar-se, é troca plena, é Encontro no sentido Moreniano.*

Você pode ser íntimo de um amigo com quem conversa sobre varias coisas e não ser íntimo da pessoa com quem você dorme. Os medos, crenças e as inseguranças são os grandes responsáveis pelas dificuldades de envolvimento. Algumas pessoas confundem intimidade com submissão, alienação e mistura, outras entendem como fraqueza, falta de individualidade ou demonstração de carência.

Nossa sociedade competitiva, capitalista e violenta, torna as pessoas cada vez mais acuadas e descrentes no humano e consequentemente em si próprias. O medo e a competição, fazem com que as pessoas se relacionem apenas com parte do outro - àquela que deseja superar – o que impede que a relação seja verdadeira. Geralmente quando pergunto: porque não assumir que é uma dificuldade sua? ... a resposta é na maioria das vezes: ...”eu??? falar de dores, limites, angústias... para que? Vou estar só me expondo! Ninguém vai resolver minhas questões!”.

Em parte é verdade, nossas dificuldades, na grande maioria das vezes só podem ser resolvidas por nós mesmos, mas nem sempre temos os instrumentos ou conhecemos os caminhos para resolve-las, aí que entra o outro, com sua vivência e experiência de vida.

Você já pensou se cada um tivesse que reinventar a escrita e a palavra sozinho, para poder se comunicar???... imaginem.. e se não tivesse ninguém disposto a aprender, só a ensinar??? Quanta perda de tempo!!!

Quando nos relacionamos percebemos que não estamos sós, não somos os únicos a ter dificuldades e sofrimentos; temos a capacidade de aprender com nossos erros e acertos e com os erros e acertos dos outros. Por isso que a relação de intimidade deve ser cultivada, escolhida a dedo. Faz parte de nosso desenvolvimento emocional aprender a escolher entre as pessoas de nosso convívio, aquelas que merecem nossa confiança, ou seja trata-se de uma questão de auto proteção, da capacidade de aprender a cuidar de si mesmo.

Ser íntimo significa compartilhar tudo? Dizer tudo, o que pensa e sente? até os pensamentos? Se pensamentos fossem para ser ouvidos eles aconteceriam em alto e bom som!

Você deve estar pensando, mas então eu não deveria compartilhar minhas idéias, sentimentos e pensamentos? É claro que sim!, mas escolhendo com quem e o que compartilhar, nem sempre o outro “agüenta” ou está preparado para o que estamos pensando ou desejando.

Aqui retornamos na questão da individualidade. Costumo brincar dizendo que, até dentro do útero materno temos a proteção de ”uma bolsa”, sabiamente colocada pela natureza. Na verdade nascemos concretamente de dentro de outra pessoa, mas não ficamos fisicamente em nenhum momento misturados ao outro, apenas emocionalmente. Talvez seja por isso que é tão comum a confusão entre capacidade de se envolver intimamente e a mistura relacional.

Segundo a visão de desenvolvimento humano proposto por J.L. Moreno, criador do Psicodrama, a Matriz de Identidade emocional normal se estabelece a partir das relações que o indivíduo faz. Através de nossas vivências caminhamos de um momento de total Indiferenciação com o mundo (nascimento) para uma relação télica e plena onde seja possível trocar de lugar com o outro entendendo suas motivações pelos seus olhos (maturidade emocional), sem com isso, desrespeitar nossas crenças, valores, e individualidade. Moreno chamou o ápice dessa fase de Encontro, onde podemos “novamente”- lembrando nosso nascimento - nos misturar com o outro, sem nos perdermos – porque agora existe um eu delimitado - e sair revitalizados, enriquecidos. Seria o ponto máximo de diferenciação de identidade.

Cada pessoa tem suas motivações, resultado de sua história de vida e sua educação, somada às suas características inatas. A saúde emocional e mental de cada indivíduo é que determina como cada um vai suprir essas necessidades. Esta saúde interna se desenvolve como resultado de um processo de maturação do indivíduo, e obedece uma seqüência de desenvolvimento humano, segundo a teoria do desenvolvimento Moreniana.

Para nos envolvermos em qualquer tipo de relação, seja uma relação de amizade, profissional, amorosa ou simplesmente social, primeiro temos que conhecer nossa individualidade e o que significa um mínimo de noção de nossos desejos, características, medos, dificuldades e gostos; enfim, um pouco de nossa singularidade. Falei em mínimo, porque trata-se de uma busca de AUTOCONHECIMENTO que acontece durante nossa vida. Não acredito que alguém possa esgotar esse processo, porque somos seres dinâmicos e estamos aprendendo e consequentemente em transformação todo o tempo.

A maturidade enriquece e modifica.

Portanto para que você possa construir uma relação de intimidade com alguém deve estar atento a esse processo de busca de si mesmo, à sua capacidade para amar e principalmente, para sentir-se amado.

Sirley R.S. Bittú

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Decepção


Decepção

Certamente você já disse:
Caramba, que decepção... Jamais poderia esperar isso desta pessoa...


Na realidade, a pessoa em questão, a que causou a decepção, pode estar isenta de qualquer maldade pela sua atitude. O problema maior está em nossos valores e na forma de como queremos que as pessoas sejam ou nos vejam.

Primeiro vamos analisar a palavra decepção. Para mim ela é formada por decepa a ação. Eu quero vê-la assim; eu a sinto assim. Cada um pode encontrar a sua verdade na comunicação que faz com as pessoas. As palavras são verdadeiros torpedos de energia potencializadas pelo que estamos vivenciando e, portanto, sentindo naquele momento. Se a energia é boa a palavra fica suave. Se for ruim pode funcionar até como uma verdadeira pedrada.

Decepção, para mim, conforme frisei acima, determina o final de uma etapa ou da maneira de se ver a mesma coisa. Depois de muito estudar, eu fico com a segunda hipótese. Não é recomendável sofrer pelo que causamos a nós mesmos. A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.

Trata-se da quebra de um conceito criado pela nossa mente, invariavelmente não verdadeira. Fomos nós que construímos os valores e o rótulo que colocamos na outra pessoa. Foram nossos conceitos que pautaram o carinho, o amor e a amizade. Ninguém é igual a nós.

O outro só fez a parte dele. Na realidade a pessoa sempre foi o que está demonstrando naquele momento, mas éramos nós que não fazíamos a leitura correta de como ela realmente é em seu interior. As adversidades da vida nos mostram outras realidades com as quais não tínhamos contato.


Muitas vezes me decepcionei. Em algumas, fiquei irritado, mas não sabia ler a vida como sei hoje.

Lembro novamente do meu Mestre ND. Ele me disse:

(...) Você sofre porque espera demais das pessoas. Elas são elas com seus conceitos e valores, você é você. Cada ser humano é diferente e vê a vida com sua exclusiva evolução e entendimento. As verdades são singulares. Nas dificuldades as pessoas mudam. Nas festas são todos iguais. A música e o ambiente contribuem para a harmonia do local. As pessoas dão o que podem dar. Nós é que temos expectativas diferentes.

Enquanto você está lendo este texto certamente está analisando a sua vida e encontrando novamente os momentos que te magoaram profundamente, simplesmente porque a sua expectativa não foi recompensada conforme seu desejo.

Temos que analisar este ponto para nos policiarmos e nunca esperarmos das pessoas aquilo que elas não conseguem nos dar. Depois das várias lições e estudos que realizei, orientado pelo meu Mestre, pude perceber, acredite: era eu mesmo quem me feria. Nunca foram as pessoas. Elas, na realidade, nunca me prometeram nada. Eu é que esperava mais delas. Reconheço que foi uma batalha bonita entre meus conceitos passados, minha cegueira e a verdade que se pode encontrar em cada relação com o ser humano. Por isso nunca devemos considerar uma verdade como eterna. Ela simplesmente espelha um momento, uma fração de segundo. Depois tudo tende a se modificar porque as energias se transformam. Por isso o termo EVOLUIR.

Muitas pessoas apenas repetem-no, mas não entendem o real significado desta palavra. É crescer caminhando. Jamais crescer lendo. Jamais crescer sem atitudes. Só conhecimento não gera sabedoria.

Para que possamos efetivamente saber mais temos que ter conhecimento novo e aplicá-lo. Portanto, de hoje em diante, cabe a nós decidirmos se vamos ou não nos decepcionar com as pessoas no futuro.

Cada um dá o que tem... Claro que você já ouviu isso, mas nunca prestou a devida atenção na composição exata da frase. Primeiro porque, certamente, você confundiu o dar com algo material, pecuniário ou -mesmo-, até de sentimento. Mas, antes de sentir a gente quer ver.

Outra frase:

Ver para crer... Pense em tudo que está em sua, na minha, em nossa volta e irá perceber que muitas verdades estão escancaradas à nossa frente, mas insistimos em não vê-las simplesmente porque não conseguimos decifrar a verdade pelos conceitos ultrapassados que insistimos em adotar em nossas vidas. Nem tudo se pode ver. O que se sente sempre supera o que se vê. A decepção é uma delas.

Saul Brandalise Jr

domingo, 24 de janeiro de 2010

Você Sofre com a Falta de Atitude de Alguém?


Você sofre com a falta de atitude de alguém?

A maioria das queixas que recebo no consultório é sobre a decepção que as pessoas nos causam, principalmente nos relacionamentos afetivos, e todos buscam entender as possíveis causas. É claro que não podemos responder por ninguém, mas podemos refletir um pouco sobre o assunto.

Quantas vezes você esperou que alguém tivesse uma atitude numa determinada situação e se decepcionou porque a pessoa nada fez ou ainda, se fez, foi algo que estava longe do que esperava? Todos nós sabemos que criar expectativas é o melhor caminho para a decepção, mas qual de nós não espera ser reconhecido, valorizado, não só por aquilo que faz mas, principalmente, por aquilo que é? Sim, nós mesmos devemos nos aprovar, reconhecer e aceitar, mas há relação sem troca?

O ser humano precisa de quatro condições básicas para viver: atenção, admiração/reconhecimento, afeto/amor e aceitação. Ao recebermos isso daqueles que nos são caros e, especialmente, da pessoa amada, muitas de nossas necessidades emocionais são satisfeitas, mas se não recebemos, a tendência é nos sentirmos sem valor algum e, assim, tudo fica vazio, sem sentido de existir.

Claro que não podemos nem devemos colocar nosso valor -enquanto pessoa- nas mãos de alguém, mas quem não espera um abraço num momento de dor? Uma mão estendida, quando perdido? Uma palavra amiga quando nos sentimos fracos? Um singelo e simples obrigado por tudo que se fez pelo outro? Qualquer necessidade que temos, sobretudo nossas necessidades emocionais, quando não supridas, geram insatisfação, decepção, e alguns conflitos internos que nem sempre percebemos. E quando isso ocorre é inevitável que nos sintamos desamparados e totalmente perdidos.

O que mais queremos é que a pessoa que amamos esteja ao nosso lado, incondicionalmente, que chegue o mais perto possível daquilo que esperamos e sentimos em nosso coração, e quase sempre, suas atitudes, ou a falta delas, se fazem tão distantes de nós e daquilo que necessitamos, e neste momento constatamos uma cruel realidade: estamos sós! Sós na dor, no sofrimento, na busca por uma saída ou um caminho menos doloroso. Queremos alguém que nos salve! Nos tire desse lamaçal de sofrimento. Mas quem poderá fazer isso por nós?

Muitos de nós pedimos e esperamos tão pouco, que até esse pouco algumas pessoas são incapazes de nos dar: um abraço, uma atenção, uma palavra, carinho, compreensão, apoio, exatamente num determinado momento que mais precisamos.

E ao nos sentirmos sozinhos, literalmente abandonados, entramos em desespero e começamos a cobrar, alguns chegam a exigir aquilo que não estão recebendo, tornando o relacionamento insuportável para ambos.

Muitas vezes nos esquecemos que cada um dá aquilo que tem. Será que adianta pedir, implorar por algo que não veio espontaneamente? Algumas pessoas dizem amar e sequer percebem o pedido de socorro daqueles que gritam por amor e atenção. E esse grito pode se transformar em diversas formas de amenizar uma dor... seja comendo, bebendo, dormindo, trabalhando excessivamente, enfim, tentando fugir do que tanto dói. Tudo para preencher um vazio que nada parece conseguir ocupar.

Na verdade, quem não consegue se doar, ouvir o outro, é porque não consegue ouvir nem seu próprio sussurro numa noite silenciosa. Ignora o outro na mesma proporção que ignora a si mesmo. Algumas pessoas ao longo do tempo se tornam agressivas como uma forma, ainda que inconsciente, de se defenderem. Mesmo desejando uma palavra amiga, só sabem devolver agressão, talvez a mesma que receberam em algum momento de suas vidas, mas ninguém quer ser saco de pancadas de ninguém, não é mesmo?

Nem sempre o que se expressa em palavras representa o que é sentido verdadeiramente, mas como vamos diferenciar se o que foi dito é sincero ou e é apenas um desabado de dor? Só sabemos que nos machucam! Às vezes, machucam para sempre, por mais que se possa perdoar, a cicatriz permanecerá.

E assim, choramos, e em lágrimas acabamos por adoecer. Sentimos a dor em nossa alma e mesmo quando olhamos ao lado e vemos que há alguém, ainda nos sentimos completamente sozinhos, nos sentimos mais desvalorizados, menosprezados e, desta forma, mais machucados ficamos. Nos sentimos sós no amor que expressamos, na dor que sentimos. Sós na atenção esperada e no desprezo recebido.

Sofremos, sim, quando esperamos atenção que nunca recebemos, em palavras que nunca se transformam em atitudes que se concretizam. E passam minutos, horas, dias e meses que se transformam em anos e continuamos a permitir que nosso sofrimento se estenda. Por quê? Pela falta de atitude do outro? Não!

Sofremos pela nossa própria falta de atitude ao aceitarmos que tal situação se mantenha.

Sofremos quando somos rígidos e resistimos a mudar!

Sofremos quando não temos coragem de dizer basta!

Sofremos quando insistimos em manter um relacionamento por medo de ficarmos sós, mesmo quando já estamos sozinhos por anos.

Sofremos quando não nos sentimos amados, não recebemos atenção, não nos sentimos importantes, quando nossas necessidades e nossos sentimentos não são respeitados. Mas, com certeza, sofremos muito mais quando nos sentimos incapazes de dar tudo isso a nós mesmos, independente da situação externa.


Enquanto esperar que o outro enxugue suas lágrimas, venha salvá-lo (a), dê-lhe um abraço ou uma palavra de esperança, faça-o acreditar que você é importante... e por mais que espere, você nada recebe, pergunte-se: até quando?

Será que não está apenas estendendo seu sofrimento até um ponto em que não terá mais forças para sair de onde está neste momento? Será que a hora de reagir não é agora?

Converse com a pessoa que ama e se perceber que ela é incapaz de lhe dar o que tanto precisa, ao menos nesse momento, reavalie se alguém merece todo seu sofrimento, todas suas lágrimas, sem sequer se dar conta do quanto o(a) faz sofrer. O outro pode, se quiser, mudar, mas não podemos nos permitir sofrer tanto, dilacerar nossa alma por quem não percebe nosso real valor.

Olhe bem dentro de você e lembre de quantas situações difíceis já conseguiu superar. Essa mesma força ainda está dentro de você! Busque-a, ainda que esteja muito escondida no meio de tanta dor. Encontre sua força, sua coragem, determinação, esperança e faça algo por você, apenas e simplesmente por você! E o outro? Aprenda com tudo que lhe fez, ainda que no meio a tanta dor é possível sempre aprender e crescer! Considere sua realidade e não as ilusões que você criou em função de suas necessidades. Afinal, você quer crescer, ser feliz ou quer continuar chorando e esperando por aquilo que está tão distante do que você deseja para sua vida? Só você poderá responder! Mas lembre-se de que a atenção e o amor por si mesmo(a) só dependem de você!

Rosemeire Zago é psicóloga clínica, com abordagem junguiana e especialização em Psicossomática.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Por Tudo Que Tens Passado Na Vida... EU TE COMPREENDO!


Por Tudo
Que Tens Passado Na Vida...
EU TE COMPREENDO!

Eu sei das tuas tensões, dos teus vazios e da tua inquietude. Eu sei da luta que tens travado à procura de paz. Sei também das tuas dificuldades para alcançá-la. Sei das tuas quedas, dos teus propósitos não cumpridos, das tuas vacilações e dos teus desânimos.

Eu te compreendo... Imagino o quanto tens tentado para resolver as tuas preocupações profissionais, familiares, afetivas, financeiras e sociais. Imagino que o mundo, de vez em quando, parece-te um grande peso que te sentes obrigado a carregar. E tantas vezes, sem medir esforços. Eu conheço as tuas dúvidas, as dúvidas da natureza humana.

Percebo como te sentes pequeno quando teus sonhos acalentados vão por terra, quando tuas expectativas não são correspondidas. E essas inseguranças com o amanhã? E aquela inquietação atroz em não saberes se amanhã as pessoas que hoje te rodeiam ainda estarão contigo? De não saberes se reconhecerão o teu trabalho, se reconhecerão o teu esforço. E, por tudo isto, sofres, e te sentes como um barco sozinho num mar imenso e agitado. E não ignoro que, muitas vezes, sentes uma profunda carência de amor. Quantas vezes pensaste em resolver definitivamente os teus conflitos no trabalho ou em casa. E nem sempre encontraste a receptividade esperada ou não tiveste força para encaminhar a tua proposta. Eu sei o quanto te dói os teus limites humanos e quanto, às vezes, te parece difícil uma harmonia íntima. E não poucas vezes, a descrença toma conta do teu coração.

Eu te compreendo... Compreendo até tuas mágoas, a tristeza pelo que te fizeram, a tristeza pela incompreensão que te dispensaram, pelas ingratidões, pelas ofensas, pela palavras rudes que recebeste. Compreendo até as tuas saudades e lembranças. Saudade daqueles que se afastaram de ti, saudade dos teus tempos felizes, saudade daquilo que não volta nunca mais... E os teus medos? Medo de perderes o que possuis, medo de não seres bom para aqueles que te cercam, medo de não agradares devidamente às pessoas, medo de não dares conta, medo de que descubram o teu íntimo, medo de que alguém descubra as tuas verdades e as tuas mentiras, medo de não conseguires realizar o que planejaste, medo de expressares os teus sentimentos, medo de que te interpretem mal.

Eu compreendo... Esses e todos os outros medos que tens dentro de ti. Sou capaz de entender também os teus remorsos, as faltas que cometeste, o sentimento de culpa pelos pequenos ou grandes erros que praticaste na tua vida. E sei que, por causa de tudo isso, às vezes te encontras num profundo sentimento de solidão. É quando as coisas perdem a cor, perdem o gosto, e te vês envolto numa fina camada de indiferença pela vida. Refiro-me àquela tua sensação de isolamento, como se o mundo inteiro fosse indiferente às tuas necessidades e ao teu cansaço. E nesse estado, és envolvido pelo tédio e cada ação ou obrigação exige de ti um grande esforço. Sei até das tuas sensações de estares acorrentado, preso; preso às normas, aos padrões estabelecidos, às rotineiras obrigações: "Eu gostaria de... mas eu tenho que trabalhar, tenho que ajudar, tenho que cuidar de, tenho que resolver, tenho que...".

Eu te compreendendo... Compreendo os teus sacrifícios. E a quantas coisas tens renunciado, de quantos anseios tens aberto mão!... E sempre acham que é pouco... Pouca coisa tens feito por ti e tua vida, quase toda ela, tem sido afinal dedicada a satisfazer outras pessoas. Sei do teu esforço em ajudar às outras pessoas e sei que isso é a semente de tuas decepções. Sei que, nas tuas horas mais amargas, até a revolta aflora em teu coração. Revolta com a injustiça do mundo, revolta com a fome, as guerras, a competição entre os homens, com a loucura dos que detêm o poder, com a falsidade de muitos, com a repressão social e com a desonestidade.

Por tudo isso, carregas um grau excessivo de tensões, de angústia e de ansiedade. Sonhas com uma vida melhor, mais calma, mais significativa. Sei também que tens belos planos para o amanhã. Sei que queres apenas um pouco de segurança, seja financeira ou emocional, e sei que lutas por ela. Mas, mesmo assim, tuas tensões continuam presentes. E tu percebes estas tensões nas tuas insônias ou no sono excessivo, na ausência de fome ou na fome excessiva, na ausência de desejo para o sexo ou no desejo sexual excessivo. O fato é que carregas e acumulas tensões sobre tensões: tensões no trabalho, nas exigências e autoritarismos de alguns, nas condições inadequadas de salário e na inexistência de motivação, nos ambientes tóxicos das empresas, na inveja dos colegas, no que dizem por trás. Tensões na família, nas dependências devoradoras dos que habitam a mesma casa; nos conflitos e brigas constantes, onde todos querem ter razão; no desrespeito à tua individualidade, no controle e cobrança das tuas ações.

Eu te compreendo, e te compreendo mesmo.
E apesar de compreender-te totalmente, quero dizer-te algo muito importante.
Escuta agora com o coração o que te vou dizer:

Eu te compreendo, mas não te apóio! Tu és o único responsável por todos estes sentimentos. A vida te foi dada de graça e existem em ti remédios para todos os teus males. Se, no entanto, preferes a autocomiseração ao invés de mobilizares as tuas energias interiores, então nada posso te oferecer. Se preferes sonhar com um mundo perfeito, ao invés de te defrontares com os limites de um mundo falho e humano, nada posso te oferecer. Se preferes lamentar o teu passado e encontrar nele desculpas para a tua falta de vontade de crescer; se optaste por tentar controlar o futuro, o que jamais controlarás com todas as suas incertezas; se resolveste responsabilizar as pessoas que te rodeiam pela tua incompetência em tratar com os aspectos negativos delas, em nada posso te ajudar. Se trocaste o auto-apoio pelo apoio e reconhecimento do teu ambiente, então nada posso te oferecer. Se queres ter razão em tudo que pensas; se queres obter piedade pelo que sentes; se queres a aprovação integral em tudo que fazes; se escolheste abrir mão da tua própria vida, em nome do falso amor, para comprares o reconhecimento dos outros, através de renúncias e sacrifícios, nada posso te oferecer. Se entendeste mal a regra máxima "Amar ao próximo como a ti mesmo", esquecendo-te de amar a ti mesmo, em nada posso te ajudar.

Se não tens um mínimo de coragem para estar com teus próprios sentimentos, sejam agradáveis ou dolorosos; se não tens um mínimo de humildade para te perdoares pelas tuas imperfeições; se desejas impressionar os outros e angariar a simpatia para teus sofrimentos; se não sabes pedir ajuda e aprender com os que sabem mais do que tu; se preferes sonhar, ao invés de viver, ignorando que a vida é feita de altos e baixos, nada posso te oferecer. Se achas que pelo teu desespero as coisas acontecerão magicamente; se usas a imperfeição do mundo para justificar as tuas próprias imperfeições; se queres ser onipotente, quando de fato és simplesmente humano; se preferes proteção à tua própria liberdade; se interiorizaste em ti desejos torturadores; se deixaste imprimirem-se em tua mente venenosas ordens de: "Apressa-te!", "Não erres nunca!", "Agrada sempre!"; se escolheste atender às expectativas de todas as pessoas; se és incapaz de dar um "Não!" quando necessário, em nada posso te ajudar. Se pensas ser possível controlar o que os outros pensam de ti; se pensas ser possível controlar o que os outros sentem a teu respeito; se pensas ser possível controlar o que os outros fazem; se queres acreditar que existe segurança fora de ti, repito: Eu te compreendo mas, em nome do verdadeiro amor, jamais poderia apoiar-te!

Se aspiras obter proteção quando o que precisas é liberdade; se não descobriste que a verdadeira liberdade e a autêntica segurança são interiores; se não sabes transformar a frase "Eu tenho que..." na frase "Eu quero!"; se queres que o fantasma do passado continue a fechar teus olhos para a infinidade do teu aqui e agora; se queres deixar que o fantasma do futuro te coloque em posição de luta com o que ainda não aconteceu e, provavelmente, não chegará a acontecer; se optaste por tratar a ti mesmo como a um inimigo; se te falta capacidade para ver a ti mesmo como alguém que merece da tua própria parte os maiores cuidados e a maior ternura; se desejas usar teus belos planos de mudar, de crescer, de realizar, como instrumentos de auto-tortura; se achas que é amor o apego que cultivas pelos teus parentes e amigos; se queres ignorar, em nome da seriedade e da responsabilidade, a criança brincalhona que habita em ti; se alimentas a vergonha de te enternecer diante de uma flor ou de um por de Sol; se através da lamentação recusas a vida como dádiva e como graça, não posso te apoiar.

Mas, se apesar de todo o sono, queres despertar; se apesar de todo o cansaço, queres caminhar; se apesar de todo o medo, queres tentar; se apesar de toda acomodação e descrença, queres mudar, aceita então esta proposta para a tua felicidade: a raiz de todas as tuas dificuldades são teus pensamentos negativos. São eles que te levam para as dores das lembranças do passado e para a inquietação do futuro. São esses pensamentos que te afastam da experiência de contato com teu próprio corpo, com o teu presente, com o teu aqui e agora e, portanto, distanciando-te de teu próprio coração.

Tens presentes agora as tuas emoções? Tens presente agora o fluxo da tua respiração? Tens presente agora a batida do teu coração? Tens agora a consciência do teu próprio corpo? Este é o passo primordial. Teu corpo é concreto, real, presente, e é nele que o sofrimento deságua e é a partir dele que se inicia a caminhada para a alegria. Somente através dele se encaminha o retorno à paz

Jamais resolverás os teus problemas somente pensando neles. Começa do mais próximo, começa pelo corpo. Através dele chegarás ao teu centro, ao teu vazio, àquele lugar onde a semente germina. Através da consciência corporal, galgarás caminhos jamais vistos, entrarás em contato com os teus sentimentos, perceberás o mundo tal como é e agirás de acordo com a naturalidade da vida. Assume o teu corpo e os teus sentimentos, por mais dolorosos que sejam; assume e observa-os, simplesmente observa-os. Não tentes mudar nada, sê apenas a tua dor. Presta atenção, não negues a tua dor. Para que fingir estar alegre se estás triste? Para que fingir coragem se estás com medo? Para que fingir amor se estás com ódio? Para que fingir paz se estás angustiado? Não lutes contra teus sentimentos, fica do teu próprio lado, deixa a dor acontecer, como deixas acontecer os bons momentos. Pára, deixa que as coisas sejam exatamente como são. Entra nos teus sentimentos sem os julgar, não fujas deles, não os evites, não queira resolvê-los escapando deles - depois terás de te encontrar com eles novamente, é apenas um adiamento, uma prorrogação. Torna-te presente, por mais que te doa. E, se assim fizeres, algo de muito belo acontecerá!

Assim como a noite veio, ela também se irá e então testemunharás o nascer do dia, pois à noite o Sol escurece até a meia-noite e, a partir daí, começa um novo dia. Se assim fizeres, sentirás brotar de dentro de ti uma força que desconhecias e te sentirás renovado na esperança e a vida entrando em ti. Se assim fizeres, entenderás com o coração que a semente morre antes de germinar e que a morte antecede a vida.

E, se assim fizeres, poderei dizer-te então que: Eu te compreendo e que, assim, tens todo o meu apoio! E verás com muita alegria que, justamente agora, já não precisas mais do meu apoio, pois o foste buscar dentro de ti e o encontraste dentro da tua própria dor.

Antônio Roberto Soares

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Mudar? Nunca!


Mudar? Nunca!

Viktor Frankl, o famoso psiquiatra vienense, disse que a coisa mais importante que a psicologia pode e deve fazer é impressionar-nos com nossos próprios poderes, principalmente nosso poder de mudar e crescer.

Eu resisto à mudança. E você? Não há problema em admitir isso. Eu e você estamos confortáveis em nossa rotina. Isso não quer dizer que não possamos mudar: simplesmente não estamos dispostos a fazê-lo. Nem todas as mudanças são ruins. Nós simplesmente não queremos sair de nossa zona de conforto para experimentá-las.

Nada acontecerá na sua vida enquanto você não fizer acontecer – depende de você.

A coisa que mais me entristece ouvir outra pessoa dizer é: “É assim que eu sou. Eu sou assim desde pequeno, sou agora, e sempre serei”. Tenho vontade de protestar: “Oh, não, por favor, não diga isso. Nem pense uma coisa dessas”. Acredito na mudança com todos os músculos, fibras e células de meu ser. Todos somos capazes de mudar.

Permanecer na zona de conforto significa não se esforçar, não mudar, não arriscar fazer uma viagem através de águas desconhecidas. Mas isso só funciona enquanto você não acorda e vê o que está perdendo: a excitação de soltar as amarras, de aceitar apenas o que realmente o faz feliz. O grau de risco que você assume determina o grau de excitação que experimenta. Não estou me referindo a riscos ridículos, como dirigir o carro na contramão. Falo de riscos produtivos que o fazem chegar mais perto daquilo que de fato quer. Que o faz crescer.

Felizmente nem tudo está perdido!
Há esperanças!

O crescimento entendido como um processo permanente de desenvolvimento e aprimoramento dos potenciais e das habilidades adquiridas, é a alternativa para quem deseja reverter situações adversas e prosperar.

Entretanto, é comum fazer-se uma pergunta a respeito do crescimento pessoal: Qual a razão maior para a acomodação e letargia? A resposta para ir direto ao ponto, pode ser encontrada na analogia com o “bonsai”. Delicada e de beleza plástica inigualável, a arte do “bonsai” pacientemente cultivada pelos japoneses, resulta em uma árvore adulta contida em um pequeno vaso, para ser admirada pela pessoa em sua sala de estar. O crescimento limitado do vegetal é determinado por um tratamento detalhado, sendo o espaço de enraizamento o mais importante dos cuidados. O “bonsai” é pequeno, porque o espaço físico para o crescimento é limitado. Nele, a árvore amadurece, mas não cresce como seria normal se plantada em um amplo terreno.

Crescer é soltar as amarras (a vontade), decidir-se por um ponto a ser alcançado (o objetivo), acelerar os motores e manter firme o curso .... para vencer!

A vida recompensa a ação. Entrar em ação para alcançar sua maior meta é uma das coisas mais fantásticas que você pode fazer por si mesmo.


Equivocadamente, muitas pessoas descuidam do seu crescimento, perdendo, a cada dia, valiosas oportunidades de prosperarem. Tornam-se, com efeito, vítimas da própria imprudência e lamentam “a falta de oportunidades” e sorte.

É voz corrente na sabedoria popular que “para os fracassos, temos justificativas e para o sucesso temos histórias!”

Então pare de justificar-se e comece a mudar, arrisque-se e cresça!

Hoje é o melhor dia para iniciar as mudanças que deseja. Você pode transformar a sua saúde, sua vida social, seus relacionamentos, seu desempenho no trabalho, sua disposição com relação aos outros, sua situação financeira e suas oportunidades profissionais. Você pode mudar sua vida! Se quiser mudar, tudo se transformará para você.

Não tente modificar o que está fora do seu alcance; mude o que está dentro da sua cabeça e do seu coração. No futuro, quando sofrer infortúnios ou adversidades, encare a situação de outra maneira. Não deseje que a sua vida seja mais fácil, decida-se estar intelectualmente melhor equipado para lidar com os altos e baixos por meio do desenvolvimento pessoal. Não deseje menos dificuldades, decida-se a alimentar mais talentos e habilidades para poder sair-se melhor nos novos desafios.


Arrebente a parede do vaso que atrofia suas raízes e o impede de crescer. Adote a mudança, você criará sua própria sorte. É você que controla sua vida e seu destino final. Nada acontecerá na sua vida enquanto você não fizer acontecer – depende de você. São suas decisões e seus atos que dão forma ao seu futuro. Você decide: Ser um bonito e delicado bonsai ou um frondoso e forte Carvalho.

Daniel C. Luz

A Conquista E O Objeto Conquistado


A Conquista E O Objeto Conquistado

Os opostos se atraem, sobre isso nada precisa ser feito, pois sob esta lei homens e mulheres se procurarão por todo o sempre. O côncavo e o convexo se complementam. Cada qual vê o OUTRO como o seu objeto de satisfação e de prazer. Cada qual vê, no OUTRO, aspectos atraentes e faz o que for exigido para garantir a si mesmo(a) a continuidade do prazer, do encontro, da troca, da relação, da conquista e, claro, acima de tudo e de todos, da perpetuação da espécie. Alguém duvida da força e domínio deste instinto em nosso comportamento de relação e de envolvimento?

Forças poderosas e instintivas estão no domínio quando se trata de relacionamento entre sexos e entre polaridades masculina e feminina... Para homens e mulheres, no passado e ainda hoje, os papéis e posições no jogo da conquista são geralmente diferentes e até opostos: No passado os papéis eram prescritos e claros: Cabia à mulher, com mais freqüência, o papel passivo, ou seja: ela dava sinais e esperava a iniciativa do homem, ela tinha um "comportamento de conquista" por meios indiretos (vulgo sedução), estimulando o macho a um papel ativo, quase sempre delegando a ele as iniciativas. Sabemos hoje o quanto isso mudou!

Geralmente alguém que decide entrar em um relacionamento depois de responder positivamente a comportamentos e sinais de sedução ou conquista, depois de algum tempo, acaba por ver, com saudade e sofrimento, eles desaparecerem ou se tornarem cada vez mais raros.

Como reagir quando flores não são mais enviadas, poesias não são mais escritas, momentos de encontro são mais espaçados, telefonemas rareiam, datas significativas são esquecidas, bilhetes/ cartas / torpedos / correios eletrônicos não são mais enviados?

Ninguém errará se pensar que o lado feminino anseia muito mais por estes acontecimentos e sofre proporcionalmente mais, pela falta deles... Mas são anseios também do ladomasculino. Há um amor de posse ("toma lá, dá cá") e há um amor de doação ("é dando que se recebe"). As pessoas presas do egocentrismo e do narcisismo não conhecem o amor de doação. Alguém poderá dizer, sem faltar com a verdade, que estas pessoas só amam a si próprias e não ao OUTRO.

O primeiro tipo de amor é muito mais comum e de uso corrente do que o segundo que depende muito mais de que sejam atingidos alguns graus de evolução psicológica.

Pergunta: O que acontece quando o objeto da conquista já está garantido?

Vamos refletir nisto: Todo relacionamento tem fases e normalmente a primeira fase contém componentes de sedução e conquista em grande proporção.

Estas pessoas, quando fazem algo de bom para o OUTRO, o fazem com vistas a obter o que desejam e, uma vez alcançado este objetivo, abandonam os comportamentos de conquista/sedução e, aos poucos vão deixando de dar sinais de interesse ou de carinho pelo OUTRO.

O amor de doação é o ideal a ser atingido, mas o amor de possessividade (típico do predador oculto em nós mesmos) é bem mais comum.

Em cada um de nós (nos homens, mais do que nas mulheres) a "percepção do predador" cumpre um papel dominante (um modo instintivo de lidar com tudo e com todos, dos tempos dos caçadores e nômades que um dia fomos!): Ora, este modo de perceber, ao mundo e aos outros, seleciona e quer controlar (vulgo possuir) somente aquilo ou aquele que constitua um objeto de desejo; selecionar o que interessa ao ego (o EU, sob o ponto de vista egoísta), controlar o que necessita ser garantido (como uma necessidade, uma carência), garantir o que ofereça satisfação.

Para o predador só o que interessa é levar vantagem e obter prazer e realização. Ele não faz um carinho se isso não fizer parte de uma estratégia para receber ou conseguir algo em troca, ele não dá um presente sem a segurança de que haverá reciprocidade; ele não dá confiança sem a certeza de que o Outro está sob controle. Ora, sabemos que a desconfiança predomina onde há insegurança e medo de se entregar, de se arriscar, de viver... Pois esse é exatamente o caso do predador egocêntrico, macho ou fêmea.

Este modo seletivo de percepção (do predador embutido em nós) se esforça por discriminar e afastar tudo aquilo que possa trazer ou causar dor (ou que constitua ameaça). Em todos estes episódios os inseguros, os desconfiados e os traumatizados por separações e mortes anteriores (reais ou virtuais) sofrem por uma ansiedade diante da perda iminente daquilo ou daquela pessoa que anteriormente parecia estar garantida e conquistada...

Quando o relacionamento está em seus inícios e às vezes por bastante tempo, o predador pensa mais ou menos assim: Há um período de conquista em que o Outro ainda não me pertence, ainda não está garantido e então ele(a) precisa ser seduzido e convencido a ficar, a permanecer, a durar... Para conseguir esta segurança e permanência tenho o direito de partir para o vale tudo, posso lançar mão de qualquer arma, de qualquer estratégia, de qualquer maquinação, mesmo que o Outro tenha que ser enrolado, iludido, pois eu sempre sei (assim acha o egoísta) o que o Outro quer ou necessita; sou capaz de imaginar e de conhecer suas expectativas e sonhos, necessidades e carências.

Quem já viveu ao lado de um egoísta típico sabe o quanto ele erra nas suas quase sempre simplórias deduções a respeito do que desejamos. Um egoísta típico presenteia mais a si mesmo do que ao Outro...

Se alguém for capaz de, realmente, se colocar no lugar do Outro, então será capaz de prever seus passos, antecipar suas necessidades e suprir suas carências. Porém com amor e respeito. Mas um egoísta não faz isso por amor e desprendimento e, sim, por interesse e no intuito (não declarado) de possuir, de ter poder, de controlar e de garanti-lo para si.

O predador que se esconde em nós, sempre vaidoso, poderia dizer também: “a meu ver (sob o ponto de vista do meu desejo egoísta de controlar o Outro) ninguém poderá satisfazer o Outro mais do que eu mesmo.“ A pessoa que ama demais a si mesma é cheia de falso orgulho e sustenta com dificuldades uma auto estima frágil. Naturalmente, jamais aceitará tal verdade!

Mas, pensemos juntos: Quando um predador se sente preterido, passado pra trás ao ver o Outro parecer feliz ou satisfeito ao lado de outra pessoa, como sempre, ficará imaginando que tudo o que ele(a) fez de nada serviu! Ele(a) dirá: gastei energia à toa! Ficará com a vaidade pessoal ofendida: o que o enche de raiva e de indignação, pois a auto-estima estará ferida e, ao mesmo tempo, dependente do Outro para se sustentar.

Naturalmente, com legítimo pesar, podemos entender o por quê de tantas separações acabarem em brigas, raivas, ódios, desejos de vingança e assim por diante. Podemos ver aí também os crimes e atentados à liberdade do Outro.

O fato é que o “predador egoísta” detesta ser passado pra trás!!! Sua vaidade pessoal está acima até tudo!

Mas, continuemos acompanhando o pensamento do predador, desta vez de modo mais otimista e positivo, pois vamos imaginar que tudo está bem e o relacionamento entrou nos eixos, já que ele já garantiu a conquista e seduziu o Outro:

Ele(a) pensa, ao sentir-se seguro da conquista: “na medida em que eu (predador) me sinto garantido em minha conquista, o Outro já não exige mais tanto esforço de minha parte, pois já “caiu no laço” e tudo de que necessitarei será de cuidar da manutenção do conquistado. Sendo assim, aos poucos, e também para não dar na vista, posso abandonar aqueles comportamentos de conquista e de sedução. Minha percepção já pode deixar de se ocupar e de se concentrar na procura de garantir o vínculo com o Outro para poder concentrar-se, de novo, exclusivamente, e apenas, em mim mesmo.” Como sabemos, a partir daí o hábito e a rotina começarão a engolir tudo... e a economia de gestos de sedução começará a acontecer.

Parece uma historinha, mas quantos não se encaixam tanto em um lado da história como no outro, tanto no papel da caça quanto no do caçador?

O fato é que, a partir daí uma ESPÉCIE MUITO PARTICULAR DE TRANSE se instala e a rotina começa a comer lentamente as bases emocionais e sentimentais sobre as quais a relação se construiu e frutificou...

Não há nada de errado ou de condenável na busca do prazer e muito menos no esforço de manter e/ou garantir as fontes de satisfação; porém, ter apenas este horizonte em vista, faz com que seja impossível a CONSCIÊNCIA da existência real do Outro (em sua humanidade e complexidade) e esta característica egoísta anula e rouba o sentido do que poderia ser realmente dirigido ao Outro, presenteado ou doado ao Outro, sem qualquer expectativa (a não ser a de faze-lo feliz) e sem a preocupação com o que se vai lucrar.

Hoje em dia está se tornando comum um casal se envolver emocionalmente e, ao mesmo tempo, se relacionar sob um ponto de vista de valores e de conceitos do lucro e da ganância que domina estes nossos dias.

Quantos relacionamentos se tornam “empobrecidos” e se limitam à colaboração em pagar contas e sustentar necessidades?

O Amor autêntico entre os seres humanos e entre polaridades que se complementam não depende em nada destes vícios e desvios e se fará verdadeiro, onde os envolvidos realmente se entregarem, confiarem, arriscarem e se projetarem em seus sonhos... Amar, confiar, se entregar são estados de espírito que dependem de que haja energia disponível e são possíveis onde alguém se arrisque, aposte e se disponha a viver uma fantasia. Nada mudará isso, jamais... Felizmente!

O Amor é energia e não precisa ser inventado... Ele simplesmente acontece e quem conhece a sua força sabe que ela transcende qualquer manipulação ou desejo de poder sobre o Outro. Quem conhece o amor tem gestos e atitudes para com o Outro apenas por ser feliz enquanto age e sente desta maneira... O Amor não é egocêntrico!

Luís Vasconcellos é Psicólogo

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Amar é ser Livre!


Amar É Ser Livre!

É um sentimento puro que invade o coração e transforma a vida. Não aceita controle, não mede esforços e é incondicional. Cura doenças, perdoa, lava a alma! Faz ver as estrelas em plena luz do dia... Invade os nossos pensamentos e é pura luz!

Se nos fixarmos no momento presente, no aqui e agora, podemos captar a beleza da existência divina na vida diária. Perceber as nuances, com a intuição dando toques sutis do que a nossa essência pede. Não o ego, aquela parte nossa que clama por aplausos, status e bens materiais. Mesmo porque não levaremos nada daqui, só o nosso autoconhecimento.

Descobrir o caminho do meio, alcançando o equilíbrio e bem-estar. Despertar a voz interior. Tudo isto exige coragem para enfrentar mudanças. Encarar a vida de frente, sem entrar em atalhos. Sem preconceitos e julgamentos. Se seguirmos a voz do coração, a Lei da Sincronicidade invade a alma. Faz aparecer a pessoa com a informação que precisamos, no momento certo e no local exato.

Sermos coerentes com o nosso eu interior exige sinceridade. Se doenças ou adversidades aparecem a todo momento, isto significa que não estamos seguindo o fluxo do destino. Sentimentos não tem explicação, não adianta forçarmos a barra. Por exemplo: se é apenas amizade, podemos até tapar o sol com a peneira, nos enganarmos durante um certo tempo, mas não vira amor...

No amor não há cobranças, a confiança é total. Ninguém é dono de ninguém! Ciúmes, dependência, mentiras, necessidade de um terceiro(a) indicam que o relacionamento está frágil. Sofrimentos, inseguranças não fazem parte desta história. Vinganças não levam à nada. Tudo são experiências e vivências...

Quanto mais amor incondicional você distribuir, pela Lei da Ação e Reação, mais você recebe! Faça as coisas sem segundas intenções, só pela generosidade da alma. Veja o lado positivo das coisas. Absorva estes conceitos de coração e não da boca para fora. Tenha gratidão por tudo de bom que a vida proporciona a você!

A vida é maravilhosa sob todos os aspectos. Dizem que nada é por acaso, e nada acontece sem que tenhamos a capacidade de resolver! Tudo já foi combinado no astral e vale a pena curtir intensamente as mudanças. É na crise, no caos, que vem a transformação... Para que possamos crescer como seres humanos e valorizar cada vez mais o Amor...


Amar... um sentimento indefinido (texto de Augusto Schimanski - 1928/1973)

Muitas vezes pensamos que amamos... mas simplesmente sentimos emoções que não se descrevem como amor de verdade, apenas emoções, ilusões de amar...

Já se falou tanto em amor, amizade e paixão... Que tal falarmos do que não é amor???

*Se você precisa de alguém para ser feliz, isso não é amor. É carência.

*Se você tem ciúme, insegurança e faz qualquer coisa para conservar alguém ao seu lado, mesmo sabendo que não é amado, e ainda diz que confia nessa pessoa, mas não nos outros, que lhe parecem todos rivais, isso não é amor. É falta de amor próprio.

*Se você acredita que "ruim com ela(e), pior sem ela(e)", e sua vida fica vazia sem essa pessoa; não consegue se imaginar sozinho e mantém um relacionamento que já acabou só porque não tem vida própria - existe em função do outro - isso não é amor. É dependência.

*Se você acha que o ser amado lhe pertence; sente-se dono(a) e senhor(a) de sua vida e de seu corpo; não lhe dá o direito de se expressar, de ter escolhas, só para afirmar seu domínio, isso não é amor. É egoísmo.

*Se você não sente desejo; não se realiza sexualmente; prefere nem ter relações sexuais com essa pessoa, porém sente algum prazer em estar ao lado dela, isso não é amor. É amizade.

*Se vocês discutem por qualquer motivo; morrem de ciúmes um do outro e brigam por qualquer coisa; nem sempre fazem os mesmos planos; discordam em diversas situações; não gostam de fazer as mesmas coisas ou ir aos mesmos lugares, mas sexualmente combinam perfeitamente, isso não é amor. É desejo.

*Se seu coração palpita mais forte; o suor torna-se intenso; sua temperatura sobe e desce vertiginosamente, apenas em pensar na outra pessoa, isso não é amor. É paixão.

Agora, sabendo o que não é amor, fica mais fácil analisar, verificar o que está acontecendo e procurar resolver a situação... Ou se programar para atrair alguém por quem sinta carinho e desejo; que sinta o mesmo por você, para que possam construir um relacionamento equilibrado, aí sim, este é o verdadeiro e eterno amor!!!


Meu pai disse-me um dia:

Filho... você terá três tipos de pessoa na sua vida:

- Um amigo, aquela pessoa que você terá sempre em grande estima, que você sabe que poderá contar sempre; que bastará você insinuar que está precisando de ajuda e a ajuda está sendo dada;

- Uma amante, aquela pessoa que faz o seu coração pulsar; que fará com que você flutue e nada importará quando vocês estiverem juntos;

- Uma paixão, aquela pessoa que você amará, desejará incondicionalmente, às vezes nem lhe importando se ela lhe quer ou não, e talvez ela nem fique sabendo disso.

Mas, se você conseguir reunir essas três pessoas numa só - pode ter certeza, meu filho: - Você encontrou a felicidade."

Mon Liu